12.4.12
E já que...
7.4.12
Desenhos com gente
5.4.12
A primeira

3.4.12
Un paysage d'ombres
2.4.12
Revivendo tempos passados

25.3.12
Ah, esses sonhadores...

Não foram poucas as pessoas que, sabendo o quanto eu gosto de cinema, vieram me perguntar se eu assisti a 'Hugo' (A invenção de Hugo Cabret), de Martin Scorcese. Sim, eu assisti. Eu gostei? Bom, essa resposta já é um pouco mais complicada...
Paris, Père Lachaise, janeiro de 2007. Ainda antes de entrar nesse complicado carrossel que convencionamos chamar de ‘doutorado’, vago sem rumo por entre as aléias do cemitério que provavelmente concentra o maior número de mortos célebres por metro quadrado do mundo. Ali estão sepultados pintores, escultores, músicos, filósofos, poetas. Em meio às lápides sofisticadamente elaboradas e aos nomes mundialmente conhecidos, um túmulo simples chama a minha atenção: apenas um austero bloco de granito no qual está gravado o nome de quem está sepultado ali, encimado por um busto masculino. Ao chegar mais perto, vejo que algum outro visitante fez nele um desenho de uma pequena lua com uma curta inscrição: “and our dreams became true... Merci, master!”. Poucos epitáfios teriam sido mais felizes em expressar, resumido através de tão poucas palavras, o significado daquele homem: Georges Méliès. O visionário, o sonhador, o ‘maluco’, o homem que conheceu a riqueza, mas morreu na miséria, vendendo jornais na periferia de Paris para sobreviver, depois de haver queimado seu patrimônio na tentativa de concretização de seus sonhos. Certamente, mais um dos muitos homens cujos rumos foram fortemente movidos por seus desejos. Nas telas, Méliès promoveu, dentre outras coisas, uma fantasiosa viagem à lua. No mundo real, sua viagem conduziu, a todos nós, precisamente ao lugar apontado pela inscrição em sua lápide: aos nossos sonhos. Que, mesmo nos mantendo firmemente ancorados à terra, nos possibilitaram evasões múltiplas. Inclusive ao mundo da lua. Merci, master!
24.3.12
Avec... soleil!
21.3.12
il faut bien s'adapter!
Há muito tempo atrás, li em algum lugar um texto sobre a facilidade de adaptação do homem às mudanças, por mais radicais que estas possam ser. Lembro que o texto dava um exemplo: se você está andando à beira de um lago ou piscina e cai na água repentinamente, em pouquíssimos segundos já adapta o seu corpo aquele novo meio. Os movimentos mudam e você consegue sair daquela situação sem problemas. Molhado, mas vivo. É claro que se você já tiver tido antes a experiência de movimentar-se na água, será mais fácil e rápida a adaptação e você correrá menos riscos.
20.3.12
Assim você me mata...

...ai, se eu te pego, ai, ai, se eu te pego....
9.3.12
O saber paralisante

Daí a gente, depois de quase cinco anos, termina a tese. Daí a gente acha que sabe tratar de tudo - ou quase tudo - que diga respeito aquele tema. Daí a gente recebe um telefonema do curador de um evento bem legal, que reúne um monte de nomes bacanas em torno de um mesmo tema. Daí vem o convite: 'teu nome foi indicado para compor uma das mesas, você topa?'. E é claro que você topa! O espaço é lindo, o evento é legal, os participante são geniais. E aí você pensa: puxa, é exatamente o tema que me apaixona, tenho um monte de coisa legal prá falar a respeito, dou conta fácil! E daí... daí.... dá um branco!
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Aqui, os textos dos palestrantes disponibilizados para download.